Mercado pet e outros setores em alta no varejo

Mercado pet e outros setores em alta no varejo

Existe um ditado que diz que enquanto alguns choram, outros vendem lenços. Embora o Brasil ainda esteja sentindo os efeitos da crise econômica, alguns setores, como o mercado pet, parecem ignorar os problemas financeiros e políticos do país, mostrando uma boa performance e até mesmo alta nas vendas.

A onda otimista parece estar aumentando. Tanto é que o índice de confiança dos empresários brasileiros para o quarto trimestre de 2016 atingiu 65,17 pontos, um crescimento de 8% quando comparado ao terceiro trimestre, de acordo com pesquisa do Insper.

Além do mercado pet, outros setores que parecem que não ter visto a face da crise são as indústrias de alimentos naturais e a de cosméticos masculinos. Confira um pouco mais sobre cada um dos segmentos em alta.

Mercado pet

A gente vê de tudo um pouco quando se trata do mercado pet: com itens que vão desde brinquedo, sapato, produtos de higiene e até cerveja canina, acredite! O investimento em produtos tão diversificados para os animais de estimação tem fundamento, afinal o faturamento do setor nem viu a crise passar e fechou 2015 com alta de 7,8%, movimentando R$ 18 bilhões no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), a maior fatia do faturamento no ano passado (67%) vem da venda de alimentos para os pets. Porém, também entram nesta lista de sucesso os setores de serviços (pet shop, adestramento, hotéis e creches para bichos), medicamentos veterinários e equipamentos.

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Mercado de alimentos naturais

O Brasil já é o quinto maior mercado de alimentos saudáveis do mundo. Só em 2015, o país movimentou US$ 27,5 bilhões em vendas, de acordo com levantamento da agência de pesquisa norte-americana Euromonitor.

Entenda por comida saudável todo produto sem corante artificial, sem conservante, sem adição de açúcar ou que traga algum tipo de benefício para a saúde. Não é à toa que percebemos uma tendência cada vez maior do varejo em criar espaços exclusivos para exposição de alimentos naturais e orgânicos.

Também é notável o lançamento de produtos tradicionais em versões mais saudáveis, como por exemplo a Coca-Cola com Stevia, um adoçante mais natural e com 50% menos açúcar.

Mercado de beleza para homens

É cada vez mais comum observar homens escolhendo os próprios cosméticos no supermercado e nas farmácias. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o segmento de beleza masculina cresceu 2,4% no último ano, o que representa mais de R$ 21 milhões do seu faturamento total.

Os cosméticos mais utilizados pelos homens são shampoos (73,1%), perfumes (60,1%) e produtos para barba (41,2%), mas já existem itens menos convencionais para este público, tais como maquiagem com efeito corretivo e cremes depilatórios, por exemplo.

Além do consumo de itens de higiene, os serviços de beleza voltados para os homens também apresentam crescimento, afinal 54% deles afirmam frequentar regularmente salões de beleza e barbearias que oferecem corte, hidratação e até limpeza de pele.

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