Mercado vegano e o varejo

Mercado vegano e o varejo

 Se por um lado percebe-se que boa parte dos jovens não come de forma tão saudável como deveria, por outro há uma parcela deles que está, sim, preocupada em consumir produtos orgânicos e naturais. Por isso, não é de se espantar que o mercado vegano venha crescendo cerca de 40% ao ano no Brasil.

Estima-se que quase 5 milhões de brasileiros tenham hábitos veganos, segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira. Na alimentação vegana ou vegetariana não é permitido consumir produtos de origem animal, como carnes, peixes, laticínios, ovos, mel, entre outros.

Com essas informações em mãos, cabe ao mercado varejista se preparar para suprir essa crescente – e nova – demanda. Mas como?

Como o consumidor vegano (ou mesmo os vegetarianos e simpatizantes) tem uma série de especificidades em relação aos demais, fica mais difícil para as grandes lojas atendê-lo de maneira adequada.

Criar departamentos específicos para produtos que não são de origem animal e procurar fornecedores qualificados que atendam a essas necessidades são alguns caminhos importantes a seguir.

E não são só de alimentos que estamos falando. Como o meio de vida vegano exclui todas as formas de exploração animal, os produtos de vestuário e higiene que respeitem essas características também se enquadram nas exigências deste consumidor.

Assim, para o consumidor vegano fica muito mais fácil ir a uma loja especializada, onde já se sabe que todos os produtos são adaptados à sua forma de vida, do que ir a um supermercado ou varejista comum, que ainda não atende completamente essa demanda. Possivelmente, ele vai perder um bom tempo para ler os rótulos e especificações dos itens que deseja levar, se não houver um setor dedicado ao mercado vegano.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Vegetarianismo criou até um selo para certificar os produtos veganos vendidos nos supermercados brasileiros. De olho nesse crescente aumento deste mercado, os varejistas precisam se adaptar!

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Os millennials e o mercado vegano

Os millennials, geração na faixa etária entre 18 e 34 anos de idade, também demonstram maior preocupação com o que põem à mesa e uma preferência por produtos mais saudáveis.

Segundo uma pesquisa global realizada em 2016, 81% dos millennials entrevistados afirmam estar comprometidos a pagar mais por produtos naturais.

Tratando-se de uma geração tão ligada às novas mídias, podemos observar o interesse pelo mercado vegano até mesmo analisando os próprios mecanismos de busca. Entre janeiro de 2012 e julho de 2016, por exemplo, o volume de buscas pelo termo “vegano” ultrapassou 1000% somente no Brasil.

Desta forma, fica a sugestão para os varejistas focar no mercado vegano como uma alternativa para se diferenciar dos concorrentes, atender a um público que só tende a crescer e, claro, lucrar mais.

Como vimos, o mercado vegano não se limita a restaurantes e alimentação. Cabe aos empreendedores e varejistas analisar e aproveitar a oportunidade para uma área que já está se tornando realidade no Brasil e no mundo.

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