Marcas próprias se consolidam como opção à crise

Marcas próprias se consolidam como opção à crise

Em tempos de instabilidade econômica no país, o consumidor busca cada vez mais opções para não estourar o orçamento das compras do lar, enquanto o varejo tenta se adaptar à redução no consumo. Uma das alternativas encontradas por ambos para vencer a crise foi a consolidação da oferta e da procura por marcas próprias nos supermercados.

As marcas próprias são produtos que levam no rótulo o nome da rede de lojas em que são vendidos com exclusividade. Tem arroz, biscoito, papel higiênico, sabão em pó, sorvete, enfim, uma infinidade de produtos nas mais diferentes categorias.

A vantagem para o consumidor está principalmente relacionada ao preço, pois como as mercadorias não recebem investimento em publicidade chegam a custar até 55% a menos em relação às marcas líderes.

Para os varejistas, a oferta deste tipo de produto foi uma das saídas para manter o nível de vendas. Tanto é que as marcas próprias representam 4,9% do faturamento total dos supermercados, atacados e até farmácias, segundo mostra um estudo da Nielsen divulgado no ano passado.

Mas nem sempre é fácil encontrar produtos de marca própria na lista de compras. A principal dificuldade é conquistar a confiança do consumidor, que não quer arriscar em algo que não conhece a qualidade. Estudos mostram que há clientes que preferem reduzir o consumo ou procurar outro ponto de venda ao invés de abrir mão da marca a que está habituado.

Para combater o problema, grandes redes de varejo têm diversificado ao máximo o mix de produtos de marca própria, com o cuidado de procurar por fabricantes conceituados e reconhecidos no mercado, a fim de não arriscar a credibilidade de seu nome associando-se a mercadorias de má qualidade.

Cresce confiança nas marcas próprias

Preço atrativo somado à qualidade e variedade ajudam a explicar o crescimento de 55% no consumo de marcas próprias, de acordo com pesquisa realizada pela consultoria CVA Solutions. O estudo aponta ainda que 63,1% dos entrevistados consideram as marcas próprias tão boas quanto as mais populares.

Em geral, o custo-benefício vantajoso dos produtos vem ajudando o brasileiro a superar o bloqueio cultural que existia em relação às marcas próprias, colaborando também para uma maior fidelização do próprio ponto de venda, que consegue oferecer qualidade e ótimos preços, tudo o que o consumidor mais quer.

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